A “sala de cartão” procura estabelecer uma ligação entre a arquitectura e a escultura, no que diz respeito à experiência do lugar. Mas como instalação artística a “sala de cartão” pretende levantar questões num processo contínuo, invés, de resolver os vários problemas que encontra no seu processo indeterminado. Pois é neste processo sem fim à vista, que se estrutura as várias linguagens, situacionistas e (des)construtivas. Um trabalho que encontra na malha urbana do Porto (Portugal) as características da vivência específica das suas ruas. Os vários momentos em que o projecto se desenvolve não estão resumidos a uma simples descontextualização de elementos retirados da rua e transportados para um espaço expositivo. Há um cuidado com estas alterações de sentido e significado. Onde se descobre o potencial de leitura do público e da matéria. Esta última (a matéria) vai absorvendo as características do “novo” lugar, mas sem nunca esquecer o sítio em que é iniciado o processo de transladação (as ruas e a malha urbana do Porto). Esta apresentação indeterminada conquista a potencialidade da múltipla leitura, para além de ser um trabalho “fresco” e “inquieto” que está sempre à procura da desconstrução de todos os parâmetros até então definidos.
O video “sala de cartão/ card room (google translation)” é uma composição com vários frames de uma das acções que se praticaram neste projecto para a disciplina Escultura/Projecto no 3º ano na FBAUP em Março de 2007.
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