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sala de cartão

A “sala de cartão” procura estabelecer uma ligação entre a arquitectura e a escultura, no que diz respeito à experiência do lugar. Mas como instalação artística a “sala de cartão” pretende levantar questões num processo contínuo, invés, de resolver os vários problemas que encontra no seu processo indeterminado. Pois é neste processo sem fim à vista, que se estrutura as várias linguagens, situacionistas e (des)construtivas. Um trabalho que encontra na malha urbana do Porto (Portugal) as características da vivência específica das suas ruas. Os vários momentos em que o projecto se desenvolve não estão resumidos a uma simples descontextualização de elementos retirados da rua e transportados para um espaço expositivo. Há um cuidado com estas alterações de sentido e significado. Onde se descobre o potencial de leitura do público e da matéria. Esta última (a matéria) vai absorvendo as características do “novo” lugar, mas sem nunca esquecer o sítio em que é iniciado o processo de transladação (as ruas e a malha urbana do Porto). Esta apresentação indeterminada conquista a potencialidade da múltipla leitura, para além de ser um trabalho “fresco” e “inquieto” que está sempre à procura da desconstrução de todos os parâmetros até então definidos.

O video “sala de cartão/ card room (google translation)” é uma composição com vários frames de uma das acções que se praticaram neste projecto para a disciplina Escultura/Projecto no 3º ano na FBAUP em Março de 2007.

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a minha opinão

Relato da minha posição face ao projecto Whitebox no dia 16.07.09

O motivo principal para a desvalorização do trabalho assinado com o meu nome, deve-se ao desprezo dado a este uma vez que foi encostado a um canto da vitrina, sem que existisse uma informação prévia desse facto.
Assim como, a informação deste evento deveria ter outra escala, pois se trata de um projecto “público” e não de uma apresentação de museu.
A desvalorização deste trabalho assinado com o meu nome não foi iniciada por mim, portanto o que me compete neste momento é retirar o meu nome do projecto que apresentei em Whitebox (passando por um acto informativo e não necessariamente por um acto físico).
Pretendo alertar principalmente aqueles que recebem estas iniciativas, assim como a organização e os produtores que participam nestes eventos, para que estes problemas não se acomodem ou se tornem a repetir.

Nome do trabalho: “não sei dar nome às coisas, um monge com um gelado, um santo com patins, um rosto de rei no exílio…”

André Rosário

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antes de ser já é

na ausência de informação sobre uma intervenção no jardim público por de traz do centro multimeios de espinho, a 9 de março de 2009, julguei estar perante uma instalação artística, pelas semelhanças formais com o trabalho de rachel whiteread, mas também, pela proximidade de um local onde esporadicamente se realizam eventos culturais.

após ter questionado uma série de pessoas responsáveis pelo centro multimeios, foi-me informado de que não se tratava de uma instalação artística, mas sim, das futuras instalações provisórias das finanças de espinho.

por não existir qualquer indicação do projecto que se encontrava na fase de alicerçar o edifício, tomei a iniciativa de apropriação da propriedade da obra. coloquei no passeio em frente ás fundações do futuro edifício um aviso, em tudo idêntico aos avisos das finanças, mas com o titulo, as dimensões, os materiais e o autor da obra.

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